Publicado por: lucianorf em: 04/12/2009
Que o futebol é o esporte preferido dos brasileiros todo mundo sabe. Mas quem poderia imaginar que chegaríamos a uma rodada final do Brasileirão de 2009 na qual um time depende do seu rival para ser campeão?
Desde domingo passado não se fala em outra coisa. Resultados paralelos combinados com a vitória do Flamengo sobre o Corinthians e do Internacional sobre o Sport de Recife fizeram com que a rodada final ganhasse tons dramáticos para colorados e tricolores. E surgiu um dilema: o Grêmio entrega ou não entrega o jogo?
Distante apenas dois pontos do time carioca, o Internacional além de ter que ganhar do Santo André terá que torcer para que o Grêmio tire pontos do Mengo em pleno Maracanã para tornar-se mais uma vez campeão nacional.
Mas o que esperar do maior rival? Nesta temporada jogando fora do Olímpico Monumental o tricolor ganhou apenas UM jogo… Tá certo que fez 4×1 no Flamengo jogando no Olímpico, palco em que começou a campanha dos torcedores para que o time entregue o jogo do próximo domingo.
Confesso que os programas esportivos de rádio aqui foram os melhores que já ouvi. As discussões, acusações e fanatismo foram algo que renderam muitas gargalhadas. A repercussão nacional também foi grande mas nada comparado com a nossa província. Foi o primeiro assunto lá na firma na segunda-feira pela manhã. Caminhando em direção ao estacionamento, nos restaurantes, na espera na escola da namorada, em todas as rodinhas o mesmo assunto. Twitter, Orkut, nem se fala… Até na final da Sulamericana entre Fluminense X LDU a Globo fez questão de lembrar que em 1983 o Fluminense teve que torcer para o Flamengo ganhar para que o tricolor das Laranjeiras fosse o campeão carioca daquele ano. E o Mengo ganhou o jogo…
Confesso que estou muito ansioso para a rodada final. Eu achei muito boa esta discussão toda. Tiraram o foco do jogo do Inter e colocaram toda a responsabilidade para que o Grêmio vença o Flamengo. Os olhos do país estarão todos neste jogo. Até o STJD já avisou que vai estar de olho… Espero que o Santo André tire proveito disso tudo….
Meus amigos gremistas acham que o Inter já ganhou do Santo André. Sou o único que acha que o Inter não ganhará do time paulista no Beira-rio. Explico: os vermelhos já perderam várias oportunidades de recuperação no campeonato. Perderam para o Botafogo em Porto Alegre. Eu acho que o Santo André vai jogar a vida. Uma vitória aqui no sul combinada com outros resultados pode tirar o time paulista da zona de rebaixamento.
O Grêmio já tirou pontos preciosos de Palmeiras e São Paulo que brigavam pelo título. Falaram que o Grêmio colocou o Inter na Libertadores. Levantamento de um comentarista aqui do sul mostrou que não. O Inter iria estar ainda na zona da Libertadores, porém na quarta posição. Portanto, colorados, não venham dizer que se o Grêmio perder para o Flamengo que foi o Grêmio que tirou o título do Inter, que fez corpo mole e entregou o jogo. Assim como não foi o Inter por ter colocado time misto contra o São Paulo no ano passado que fez com que o tricolor perdesse o título para o São Paulo.
Eu torço para o Santo André tirar pontos do Inter. Imaginem o Grêmio empatando ou ganhando no Maracanã, o Inter ganhando o seu jogo e tornando-se campeão. Certamente a delegação gremista terá que se mudar de Porto Alegre pois os mais fanáticos tricolores não deixarão eles desembarcarem no Salgado Filho. Sem contar o que não vão aprontar no Olímpico…
Colorados, vocês vão ver o jogo do Inter ou do Grêmio? Vão torcer para o tricolor? E se fosse o contrário, vocês ajudaríam o Grêmio?
Publicado por: lucianorf em: 05/09/2009
Era uma manhã ensolarada de Domingo quando o pai de Zezinho o chamou por volta do meio-dia:
- Zezinho, venha! Vamos almoçar!
Prontamente Zezinho atendeu, buscando um carrinho que sempre levava junto com ele durante os almoços. Ao encontrar com o pai, perguntou:
- Pai, onde vamos almoçar?
- No mesmo restaurante de sempre, Zezinho!
- Ah, pai, não vamos lá hoje não…
O pai, com um ar surpreso e desfazendo o seu sorriso do rosto após de ter dado a resposta ao filho ficou encucado com o comentário. Zezinho sempre adorava a massa do lugar.
- Ué Zezinho, você não está com vontade de comer aquela massa que você tanto adora?
- Não é isso pai, aquele restaurante não está aberto hoje. Não tem mais restaurante lá…
O pai de Zezinho não se conteve, tentou disfarçar uma risadinha e disse:
- O que é isso meu filho, de onde você tirou essa idéia?
Zezinho não tinha 6 anos completos, idade na qual muitas vezes a imaginação das crianças trazem um turbilhão de ideias. Contrariado, Zezinho entrou no carro branco do pai, sabendo que mais tarde teriam que procurar um outro lugar para o almoço daquele Domingo…
No caminho para o restaurante que ficava em uma cidade situada há uns vinte quilômetros de distância da sua, Zezinho ia brincando com o seu carrinho e olhando os carros que passavam ao seu lado, alguns em alta velocidade e outros que estavam muito devagar, fazendo com que seu pai mudasse de pista e ele tivesse que olhar para a janela do outro lado. Gostava de sentar no banco traseiro bem no meio, para poder ver a estrada a sua frente. Naquele tempo, cinto de segurança não era obrigatório e tinha muito menos movimento na estrada federal que utilizavam do que nos dias atuais. Raramente prestava atenção nas conversas dos seus pais no banco da frente. Estava mais empolgado na sua brincadeira de criança e ver os diferentes carros que passavam pelo caminho.
Zezinho não tinha muita noção de tempo ainda, mas achava longe o restaurante. O trajeto foi percorrido em não mais que vinte e cinco minutos. Aproximando-se do local, Zezinho passou a prestar atenção que seu pai começava a desacelerar o seu automóvel e sem hesitar, o pai perguntou para a mãe de Zezinho:
- O restaurante está fechado?
A mãe, surpresa por não ver nenhum movimento de pessoas na entrada, não ver nenhum carro estacionado e ver as janelas fechadas, respondeu:
- Sim meu bem, creio que sim! Talvez eles não estejam mais atendendo aos domingos. Parece que tem um aviso na porta, estaciona e vamos verificar o que está escrito.
Zezinho, esboçando um sorriso no rosto, ficou calado. Sabia que o que havía dito cerca de meia-hora atrás era verdade.
Após parar o carro, todos desceram. Chegando na porta principal do estabelecimento se deram conta de que o restaurante realmente estava fechado. Pensaram que o anúncio poderia ter sido referente a um “motivo de força maior” como o falecimento de um dos proprietários. Mas não era. Perceberam então que Zezinho nunca mais poderia comer a massa que tanto gostava pois o restaurante de todos os domingos havia realmente fechado, para sempre.
O pai, olhando para Zezinho com uma cara de espanto, pediu para que todos voltassem ao carro para procurar um outro lugar para almoçarem. A curiosidade do menino e sua satisfação em entender que aquilo que ele havia previsto estava sendo realizado, o fez disparar uma pergunta após a outra, sem pausas, como é comum nas crianças de mesma idade que ele:
- Pai, o que houve? Por que o restaurante está fechado? Chegamos muito cedo? E agora?
O pai respondeu que o anúncio na porta informava que naquele local iria abrir uma fábrica. E que o restaurante não mais existia. Encucado com o acontecimento, perguntou ao filho:
- Zezinho, como você sabia que o restaurante estava fechado e que ele tinha deixado de existir?
Com muita convicção na resposta e com um ar de sabedoria, Zezinho respondeu:
- Pai, eu vi! Quando você me perguntou eu vi o restaurante com a porta fechada, sem carros, nós parados na frente do restaurante e você nos pedindo para voltar para o carro.
O pai e a mãe se olharam muito espantados, o pai engoliu a saliva e naquele momento não soube o que responder. O silêncio foi interrompido pelo barulho do motor e o pé no acelerador do pai do Zezinho que arrancou o carro à procura de um novo local para aquele almoço especial (pelo menos para o menino) de domingo. A mãe virou-se e olhou o menino com um sorriso amarelado, também sem dizer nenhuma palavra.
Zezinho, contente, olhou para o carrinho que segurava na mão, voltou a olhar para os carros que passavam na estrada. Não se importava de não poder comer mais aquela massa todos os domingos, não entendia muito aquilo que havia previsto. Só iria entender muito mais tarde, com o passar dos anos.
Assim começou o dom de Eusébio, uma criança diferente não só pelo seu nome (que foi dado pelo seu pai para homenagear o jogador português de origem moçambicana que era conhecido por “Pantera Negra”, considerado um dos melhores futebolistas de todos os tempos), mas também pelos seus dons que viria a desenvolver durante a sua vida.
Publicado por: lucianorf em: 29/08/2009
O que você faria se ao buscar a sua correspondência encontrasse um bilhete assinado por Deus para comparecer ao lugar dos seus mais profundos pesadelos? E qual seria a sua reação em ficar cara a cara com Ele, Jesus e o Espírito Santo?

Mack, personagem principal do livro “A Cabana” de William P. Young, tem a oportunidade de buscar respostas ao seu sofrimento pelo desaparecimento de sua filha que ao que tudo indica, foi assassinada. O livro que acabo de ler nos faz refletir sobre todos os padrões que a religião procura nos impor (como por exemplo os estereótipos de Jesus e a visão que temos de Deus) e como tratamos esta questão na nossa vida. Sou católico de família, não praticante, mas acredito sim que há um Deus e que nada acontece por acaso.
Geralmente, recorremos ao nosso Deus quando temos alguma enfermidade, quando precisamos de ajuda e esquecemos muitas vezes de agradecer por tudo que temos. Culpamos Ele pelos acontecimentos desagradáveis e que nos fazem sofrer muito.
Particularmente, lendo o livro consegui me identificar em vários capítulos e adorei poder ver que argumentos que tenho sobre a religião são expostos pelo autor exatamente como eu penso. Formado em Religião em Oregon nos Estados Unidos, William P. Young é canadense, filho de pais missionários e passou grande parte de sua infância em uma comunidade tribal em Papua Nova Guiné.
Acredito que um religioso não é somente aquele que está toda a semana na Igreja, se confessando com Padres. Temos vários exemplos de “Padres” que vão contra o que é pregado pela Igreja, alguns praticando pedofilia e querendo nos passar moral e os ensinamentos da Bíblia… Sem contar as pessoas que por decepção amorosa, ou por medo de assumir sua sexualidade, acabam tornando-se seminaristas como uma fuga da realidade.
Pelos ensinamentos da Igreja, eu sou um pecador por não ter assumido o compromisso do “até que a morte os separe” e por ter um novo relacionamento. A Igreja não me aceita. Mas não somos todos iguais perante à Deus? Ele não é justo? Não nos ensinam que devemos saber perdoar? E ter amor?
Para finalizar, quero deixar claro que respeito todos os tipos de religião, desde os mais fanáticos aos mais incrédulos. Para alguns, o livro pode ser uma completa viagem como foi para mim durante alguns momentos. O principal são as lições que podemos tirar e os questionamentos que podemos trabalhar para entender tudo o que acontece em nossa vida e como superá-los.
Alguns trechos do livro:
“Os relacionamentos não têm nada a ver com poder. Nunca! E um modo de evitar a vontade de exercer poder é escolher se limitar e servir.”
“Jamais desconsidere a maravilha de suas lágrimas. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar.”
Conheça o Projeto Missy (The Missy Project): http://www.theshackbook.com/
Publicado por: lucianorf em: 27/08/2009
Passei muito tempo sem postar nada por aqui… A correria do trabalho e muitas vezes a preguiça acabaram fazendo com que eu deixasse o blog bem desatualizado.
Confesso que nesses dois meses de ausência eu estava buscando mais cultura! Conhecer lugares e pessoas diferentes, aprender a degustar vinhos da Serra Gaúcha, ir ao festival do folclore em Nova Petrópolis e até mesmo ler um livro até o final foram algumas das atividades prazerosas que pude realizar.

Então resolvi retornar ao blog com um post que trata do filme “O Escafandro e a Borboleta” (Le Scaphandre et le Papillon), do diretor Julian Schnabel. Lançado em 2007 (França/EUA) o filme conta a história do editor da Revista Elle (Jean-Dominique Bauby) que sofre um derrame cerebral e fica completamente paralisado tendo como único movimento de seu corpo o olho esquerdo.
O enredo do filme mescla fatos vividos por Bauby após o seu acidente e na minha opinião os acontecimentos marcantes de sua vida. Confesso que não sou muito adepto do idioma francês mas o filme nos prende a atenção que até mesmo o idioma acabou ficando em segundo plano. Em certos momentos o filme acaba ficando um pouco parado e é visivelmente claro erros de edição em várias cenas em que aparecem Bauby. É uma pena!
Apesar dos erros de edição o enredo possui também ótimas cenas (destaco principalmente os primeiros minutos do filme) e o que mais me chamou a atenção foram os vários tipos de relacionamento entre os seres humanos e temas abordados no filme: pai/filhos, marido/esposa, marido/amante, esposa/amante, amizade, amor, depressão, religião.
Enfim, não quero contar muito o filme para não perder a graça. Para quem se interessar confira abaixo o trailer do filme:
Gostei muito da trilha sonora e para a minha surpresa uma das cenas que mostrava a felicidade de Bauby e a sensação de liberdade por andar em seu conversível com a brisa no seu rosto era embalada pela belíssima música “Ultra Violet (Light My Way)” do U2, presente no álbum Achtung Baby que na minha opinião é o melhor trabalho desta banda Irlandesa (mas isso já é assunto para outro post).
Pretendo ler o livro em breve!
Publicado por: lucianorf em: 03/06/2009
Estou eu aqui sentado esperando o celular tocar e ir buscar a Karla no seu conselho de classe. Enquanto espero, resolvi digitar algumas linhas aqui no blog.
A quarta-feira, além de ser conhecida como o “dia do sofá”, já virou a noite do futebol na TV. Daqui a umas duas horas, mais uma rodada na TV… Mas hoje o tricolor não entra em campo, mas sim o nosso maior rival, o Internacional. Sinceramente, eu acho que o time do Gigante da Beira-Rio vai ser campeão desta Copa do Brasil. É o melhor time! A não ser que imprevistos aconteçam (o futebol é uma caixinha de surpresas), nada tira o título do Inter. Mas não me venham aplicar novamente pro lado dos paulistas do Corinthians…
O Inter pode até perder de 1×0 que fica com a vaga. Se fizer um golzinho só já era pro Coxa… O goleador do campeonato até agora é vermelho. O Taison faz gol até quando não quer… E tem o Guinãzu hoje também. Tá certo que tiraram o Nilmar mas mesmo assim acho que a vaga é deles. Do outro lado, o treinador do Coritiba dando entrevistas falando que o Coxa é time grande. E que tem o Vasco também… Marcelinho Paraíba volta ao time. Ele foi destaque pelo Grêmio na última Copa do Brasil que o tricolor venceu. Aliás, comandado pelo Tite, hoje treinador do Inter. Se o Marcelinho fizer dois gols, se iguala na artilharia junto com o Taison. E se ficar 2 x 0, Coritiba na final…
Não vou secar hoje. Sério, acho que não adianta… Depois daquele gol contra o Flamengo eu vou deixar para a final. E atirem a primeira pedra os gremistas que não secam… Estes, com certeza, não são os verdadeiros gremistas.
Só pra terminar, repito aqui: o Inter vai ser campeão da Copa do Brasil. Não tem problema, será a segunda deles… Só para lembrar, o tricolor já é Tetra da competição.
P.S.: se o frio deixar, vou olhar Corinthians x Vasco e espero que os vizinhos aqui do prédio não comemorem muito. Engraçado, mas até ano passado não tinha colorado festejando aqui no prédio, agora tá cheio!
(Ah, o celular tocou na metade do post… Palpite? Coritiba 2 x 1 Inter…)
Publicado por: lucianorf em: 29/05/2009
É velho o ditado… Mas foi o que me veio na cabeça para o primeiro post…
Eu, Analista de Sistemas, amante da tecnologia, não tinha até então um blog… Nem domínio do meu nome registrado ainda (e olha que já estou nesta área de web há mais de 10 anos…) MSN e Skype usados basicamente para contatos profissionais, além da rede social Orkut eram até o ano passado as únicas “ferramentas” que eu utilizava.
Já neste ano acabei aderindo ao Facebook e mais recentemente ao tal do Twitter (que relutei por anos, mas acabei me rendendo). Por mais incrível que pareça, na semana em que eu começo a twitar recebo exatamente pelo Twitter um link de um artigo do mestre Jakob Nielsen criticando o microblogging… Até me achava um estranho no ninho por não ter minha conta, mas fiquei muito satisfeito em ver que algumas das minhas teorias se encaixavam perfeitamente com aquilo que acabara de ler…
Voltando ao Blog, não esperem aqui posts muito jornalísticos e também me perdoem os erros de português, principalmente aos relacionados à nova ortografia (Why is the Portuguese language so confusing?). Sei que minha namorada vai ficar extremamente irritada, posso estar escrevendo besteira, mas aquelas regrinhas do tipo: “oxítona terminada em tal coisa acento tal…” eu nem lembro mais. E prefiro estréia do que estreia… Sei, já fugi do assunto novamente…
Pra finalizar, este blog é para escrever o que der na telha, adiantando que provavelmente terá muita coisa de tecnologia, cinema, esportes e música. E obrigado pelas visitas e comentários.
Ah, já estava esquecendo, não tive tempo para mudar o layout do blog ainda. E “Walk On” é a música do U2 que eu mais gosto…