Publicado por: lucianorf em: 29/08/2009
O que você faria se ao buscar a sua correspondência encontrasse um bilhete assinado por Deus para comparecer ao lugar dos seus mais profundos pesadelos? E qual seria a sua reação em ficar cara a cara com Ele, Jesus e o Espírito Santo?

Mack, personagem principal do livro “A Cabana” de William P. Young, tem a oportunidade de buscar respostas ao seu sofrimento pelo desaparecimento de sua filha que ao que tudo indica, foi assassinada. O livro que acabo de ler nos faz refletir sobre todos os padrões que a religião procura nos impor (como por exemplo os estereótipos de Jesus e a visão que temos de Deus) e como tratamos esta questão na nossa vida. Sou católico de família, não praticante, mas acredito sim que há um Deus e que nada acontece por acaso.
Geralmente, recorremos ao nosso Deus quando temos alguma enfermidade, quando precisamos de ajuda e esquecemos muitas vezes de agradecer por tudo que temos. Culpamos Ele pelos acontecimentos desagradáveis e que nos fazem sofrer muito.
Particularmente, lendo o livro consegui me identificar em vários capítulos e adorei poder ver que argumentos que tenho sobre a religião são expostos pelo autor exatamente como eu penso. Formado em Religião em Oregon nos Estados Unidos, William P. Young é canadense, filho de pais missionários e passou grande parte de sua infância em uma comunidade tribal em Papua Nova Guiné.
Acredito que um religioso não é somente aquele que está toda a semana na Igreja, se confessando com Padres. Temos vários exemplos de “Padres” que vão contra o que é pregado pela Igreja, alguns praticando pedofilia e querendo nos passar moral e os ensinamentos da Bíblia… Sem contar as pessoas que por decepção amorosa, ou por medo de assumir sua sexualidade, acabam tornando-se seminaristas como uma fuga da realidade.
Pelos ensinamentos da Igreja, eu sou um pecador por não ter assumido o compromisso do “até que a morte os separe” e por ter um novo relacionamento. A Igreja não me aceita. Mas não somos todos iguais perante à Deus? Ele não é justo? Não nos ensinam que devemos saber perdoar? E ter amor?
Para finalizar, quero deixar claro que respeito todos os tipos de religião, desde os mais fanáticos aos mais incrédulos. Para alguns, o livro pode ser uma completa viagem como foi para mim durante alguns momentos. O principal são as lições que podemos tirar e os questionamentos que podemos trabalhar para entender tudo o que acontece em nossa vida e como superá-los.
Alguns trechos do livro:
“Os relacionamentos não têm nada a ver com poder. Nunca! E um modo de evitar a vontade de exercer poder é escolher se limitar e servir.”
“Jamais desconsidere a maravilha de suas lágrimas. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar.”
Conheça o Projeto Missy (The Missy Project): http://www.theshackbook.com/